3 passos para aliviar as dores crônicas de forma natural

Oi minha gente, vocês acreditam que recentemente o meu filho caçula, o Arthur, me perguntou se eu já estava na idade do condor? Eu estranhei a pergunta e perguntei o que aquilo significava, ele por sua vez rindo falou: 

“Aquela idade que já tá com dor aqui no ombro, com dor ali nas costas, com dor no joelho, com dor na cabeça.”

Pode parecer piada, mas isso é uma realidade. Depois dos 45, 50 anos a nossa autonomia, qualidade de vida, liberdade e saúde parecem estar comprometidas pela dor. Ela virou uma epidemia e acompanha as principais doenças da atualidade, quando não é a doença em si. 

O National Center for Health Statistics estima que 76,5 milhões de americanos sofrem com dores crônicas, como artrite e dor nas costas, essa respondendo por até 60% dos casos. As mulheres são as principais vítimas e ter dor virou algo tão comum que parece ser uma sentença: apague uma vela de aniversário e ganhe um sintoma dolorido de presente.

Mas essa realidade pode ser alterada, eu sou quase um cinquentão e vivo sem dor nenhuma. Sendo que aos 35 de idade, as minhas costas não me deixavam em paz e ter dor de cabeça era algo recorrente. 

Essa condição mudou quando encontrei os recursos certos. Além de mim, tenho muitos e muitos alunos que depois que seguiram os meus ensinamentos se livraram de dores que pareciam ser eternas. Alguns exemplos são: hérnia de disco, bico de papagaio, dores na cervical, nos ombros e no joelho e fibromialgia. Não importa o problema, certamente é possível superar se você conhecer o método que ajuda a regenerar o corpo.

Eu me proponho a te apresentar mais sobre esse caminho que pode te devolver essa vida com saúde e acabar com esse mito que depois dos enta chega a fatídica idade do condor. 

Até porque, com o investimento em alguns recursos, centrados em alguns pilares é possível: 

restaurar suas cartilagens e evitar o desgaste das articulações

 ensinar ao cérebro como despertar os chamados analgésicos naturais

Interromper a inflamação crônica que desperta na corrente sanguíneas substâncias que causam dor 

estimular hormônios que promovem a sensação de bem-estar e relaxamento, agindo na raiz do problema.

Esse caminho faz parte de um método que eu desenvolvi nos últimos 11 anos que primeiro me ajudou a ficar mais jovem a cada aniversário, além de livre de dores. E depois promoveu na vida de pessoas reais, assim como você, um rejuvenescimento de dentro pra fora, nas estruturas celulares.

Vou resumir e te falar sobre os 3 passos essenciais que apoiam a restauração do músculo e do esqueleto, diminuem a sensação de dor e te fazem vivenciar a sensação de ficar mais jovem. Trata-se só de um aperitivo para te dar um gostinho de como você pode ficar mais pronto para vencer um problema crônico, de origem multifatorial, que não será desligado por um remedinho químico.  

Primeiro passo

ESCUTE A SUA DOR

 

A dor é um sinal desagradável, epidêmico em todo o mundo, mas ele pode ser um sintoma de que algo não está bem com o organismo. Indicando uma gastrite resultante do estresse e da má alimentação, por exemplo. Outra possibilidade é a da dor desempenhar papel de anúncio agudo da proximidade de um evento perigoso, como o peito em ardência em situação de pré-infarto. Há casos de que a experiência dolorida é sequela da vivência a um episódio traumático ou uma espécie de ‘puxão de orelha’ em decorrência do sedentarismo e da obesidade. 

 

O fato é que em vez de só silenciar essa dor com remedinhos, escute. O que ela te diz? Ela te convida a emagrecer? Indica que a sua postura está errada? Fala que está na hora de fazer exercício? Diz que está na hora de dizer mais não? Toda dor é uma mensageira de mudança, você não precisa gostar dela, mas não vai adiantar não escutar o recado que ela diz, combinado? E às vezes ela só quer que você siga um novo passo, assuma um novo compromisso com a sua saúde.

Segundo passo

PARE DE USAR ANALGÉSICOS

 

Esse passo tem muito a ver com o primeiro, não acredite que analgésicos e anti-inflamatórios sintéticos são balinhas inocentes. As pesquisas já mostram que o uso crônico diminui o efeito com o tempo. E feito drogas tipo cocaína, cada vez mais você vai procurar doses mais fortes de analgésicos  para buscar um alívio que deixa de existir.

 

Segundo o Sistema Nacional de Informações Toxico Farmacológicas, da Fio Cruz,  são 27 mil intoxicações por ano provocadas pelos medicamentos, muitas delas originárias na automedicação e também na tentativa de fugir de um sintoma dolorido.

 

Hoje, a “droga” que mais vicia as mulheres na meia-idade são os remédios do tipo ansiolíticos, calmantes e que também tem o propósito de reduzir dores. Para efeito comparativo, uma pesquisa da Unifesp mostrou que entre as mulheres universitárias 14,6% das pesquisadas informaram usar tranquilizantes com frequência. E na população em geral – conforme – a média de uso não chegou a 1,5%.

 

O risco da medicalização da dor é tão complexo como numeroso. Efeitos colaterais de toda sorte, dependência química, depressão e envelhecimento precoce, uma vez que agem diretamente na produção natural de hormônios sexuais, são só alguns integrantes da lista. Incentivar a parar esse consumo não é te deixar sem saída, ao contrário. 

 

Os exercícios físicos, inclusive o de intensidade leve como uma caminhada, são os mais eficientes para liberar o chamado líquido sinovial, que vai lubrificar todas as suas articulações com um efeito antidor de alívio imediato, por exemplo. A meditação guiada e os exercícios de respiração conseguem ser até duas vezes eficazes do que a morfina, segundo as pesquisas Dr. Fadel Zeidan da Wrok Forest Medicine Scholl (EUA) um dos pesquisadores mais renomados na área da dor. 

 

Suplementos como magnésio e ômega 3 são fundamentais para ajudar na superação até das dores mais enraizadas. Então não é mais aceitável que você continue sem conhecer esses recursos naturais e tão eficientes para superar as dores crônicas e só acredite que as medicações são suas parceiras, não acha?

Terceiro passo

ALIMENTAÇÃO

 

Os alimentos são verdadeiros analgésicos e anti-inflamatórios naturais. Sozinhos, lógico, eles não fazem verão, mas certamente são um primeiro passo importante para te ajudar a escutar melhor a dor, diminuir a dependência de remédios e fortalecer o corpo para que volte a ser ativo e operante. Poderia citar vários, todos cientificamente comprovados, mas vou focar em 3.

 

CÚRCUMA

 

A cúrcuma é comumente usada em todo o mundo para temperar e colorir pratos alimentícios. Desde a antiguidade, o açafrão é amplamente utilizado no tratamento de diversas doenças na medicina tradicional chinesa e indiana (Ayurveda), onde também é conhecido por outros nomes como Kanchani (deusa dourada) ou também Gauri (tendo um rosto brilhante e luminoso.

 

Na fisiologia seus feitos antidor são muitos. De forma simples, a cúrcuma interrompe de forma natural a cadeia que libera enzimas que causam inflamação e dolorimento, como a COx 1 e Cox 2 e a proteína Interleucina-6, a IL-6. Quando a IL-6 está presente no corpo, por exemplo, é sinal de problema.  Pessoas com doenças cardiovasculares têm IL-6 mais elevada.  Diabéticos também, assim como os hipertensos. Um estudo publicado pelo The Lancet mostrou que os pacientes mortos por COVID-19 tinham altos níveis de IL-6. E pessoas com dor tem mais interleucina 6.

 

GENGIBRE


Ele possui muitas propriedades anti-inflamatórias, devido ao bioativo 6-shogaol, que reduz e muito os sinais de inflamação, como a formação de edemas, além de proteger as células de sofrerem com o estresse oxidativo. Você pode usar na forma de chá ou de tempero, só com cuidado se estiver com a pressão descontrolada, tá certo?


MOCOTÓ


O caldo de mocotó, caldo de osso, de tutano, ou como você chama aí na sua região, é a maior fonte natural de colágeno, a proteína mais abundante do corpo que, quando em queda, aumenta dores e rugas. A primeira descrição documentada de que o caldo de cartilagem bovina é bom para a pele, além de reduzir dores nas articulações, foi feita por St. Hildegard,  uma monja naturalista, conforme eu li numa tese de Doutorado da USP, lá no ano de 1. 715.


De lá para cá, sempre que é pesquisado, o colágeno é apontado como um promotor da melhora da pele e da elasticidade e do alívio das dores, como apontou um estudo feito em 2015, e publicado no Journal of Medical Nutrition & Nutraceuticals, por exemplo.


Por isso, se você tem dor tome um caldo de osso diariamente por 15 dias e ateste os benefícios. Dependendo de quais ingredientes você usar no seu caldo, os nutrientes irão variar. Mas todos são ricos em cálcio, magnésio, potássio, fósforo, enxofre orgânico e outros minerais fundamentais para estimular o colágeno. É tipo a seleção brasileira da década de 70 para te dar energia para você voltar a bater um bolão.


Eu tenho certeza de que se você aprende a usar todos os recursos para vencer as dores você também trilha um caminho para rejuvenescer de dentro para fora. Deixa de ser um com dor e passa ter a liberdade de voar para onde quiser.

Escrito por:

Dayan Siebra

Dayan Siebra